quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Lughnasadh improvisado

Como Lucas começou a ficar doentinho antes Carnaval, acabei celebrando Lughnasadh de maneira bem simples mesmo, sem um "cardápio" especial nem nada comprado de antemão. Íamos fazer algumas brincadeiras típicas desse sabbath, mas também, com um menininho ardendo em febre, não dá. Ìamos também fazer um bonequinho de casca de milho, snif... Mas na noite do dia 2 ele quis porque quis fazer um ritual, então simplesmente , fizemos um bonequinho de papel para enchermos de grãos e queimar no caldeirão - representando o "sacrifício" destes para se transformarem em alimentos -, renovei a água da Deusa, e acendi uma vela verde, além do incenso de musgo de carvalho escolhido pelo Lucas.
Como sempre, ele abriu o círculo todo concentrado, tocando os elementos. Deixamos o caldeirão arder enquanto agradecemos àqueles que fizeram a colheita dos alimentos que nos deixam fortes (boa saída pra ajudar a convencer o doentinho que não estava muito amigo do almoço e jantar nesses dias), e nos despedimos do verão (com as as chuvas do Rio estava fácil ver que o verão está mesmo acabando...). Ficamos por um tempo observando o fogo (pena que não dá pra parar um ritual para tirar foto, valia a pena, estava lindo!), Lucas encantado com as chamas, dizendo que as salamandras estavam dançando (quem sou eu para dizer que não...). Depois fechou o círculo, e para simbolizar a data, comemos uma barrinha de cereais - idéia dele!

E assim a Roda girou mais um pouquinho.


*Imagem: http://www.flickr.com/photos/chavala/85944503 >> Amei esse altar!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Crianças x Games

Se tem uma coisa que preocupa é essa atração fatal que une crianças pequenas e jogos virtuais. Aqui em casa tentamos manter uma disciplina na delicada relação Lucas x Internet. Ele pode entrar nos fins-de-semana, conosco, e só por no máximo uma hora por dia. Por mais atividades legais que se ofereça, e por mais saudável que seja a rotina do bruxinho, o computador é irresistível.
Por isso, quando semana passada descobri um link no site do Dancing Goddess Dolls para a página de games infantis chamado Orisinal, que faz parte do site do artista Ferry Halim, me senti simplesmente grata. Porque lá tem dezenas de jogos virtuais incrivelmente lúdicos e inteligentes, que entretêm de forma bacana, sem um pingo da violência que, parece, os game designers acham que é só o que interessa. Lucas adorou (eu e Rodrigo também) os temas, a variedade, tudo. Desse jeito, tudo bem deixá-lo só uns minutinhos a mais em frente à tela.

Imagem: http://www.chipriv.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Campanha contra crueldade com animais



Laydie Witch, a dona do site Cauldron Brew, lançou essa campanha, onde você pode adicionar a imagem acima ao seu próprio blog, e fazer parte de uma corrente pagã mundial a favor dos animais. Campanhas é que não faltam contra esse absurdo, a questão é conseguir algo de fato. Não consigo aceitar os argumentos de que são necessários testes em animais para controlar a qualidade de produtos usados por humanos - ainda mais quando se trata de cosméticos... Se a compensação é ver todo tipo de animal sofrendo horrores, (e eles sofrem horrores), fico sem os produtos, cara limpa. Com a tecnologia de hoje, já é possível fazer testes virtuais precisos, então a impressão que se tem é que certos grupos são sádicos mesmo. O lado bom é que grandes empresas já estão se tocando de que perdem clientes se não mudarem a postura, e aderiram à causa, como a Natura, o Boticário, Revlon, Benetton, Chanel, Welleda, etc. No site do Alberto Fernandes, há uma extensa lista dessas empresas, assim como outra lista (infelizmente, muito maior), das que continuam fazendo testes.
Fica aqui de que lado estou. Blessed be!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Questões de cidadania e afins...

Já vivemos em um mundo bem egoísta e insensível, e se não tomarmos cuidado, acabamos indo pelo mesmo caminho sem perceber e levando nossas crias na garupa. Fiquei pensando nisso hoje, depois de ver uma conhecida jogando descaradamente na calçada um papel de sanduíche. Foi um ato tão reflexo que tenho a impressão que ela nem notou o que fez. As pessoas simplesmente não percebem o quanto ajudam a sujar a cidade. Será que fazem o mesmo dentro de casa? Arght...

Daí que fiz um balanço sobre como contribuo, com humildade, para um mundo menos poluído, e como passo a herança ao meu filho:



*Esse assunto do lixo jogado na rua passa muito longe da minha casa. Nunca fiz isso, e Lucas também não. É uma questão de ensinar desde pequenininho mesmo. Ele deixa o papel de bala no bolso da bermuda ou leva na mão, numa boa, até achar uma lixeira. Tão simples... fica parecendo que os outros gostam de sujar, ou tem preguiça mesmo. É tão chato ver a rua tomada de papéis e guimbas de cigarro sem necessidade, quando o que não faltam são lixeiras da Comlurb a cada esquina.

*Evito ao máximo pegar as famigeradas sacolinhas plásticas em supermercados e lojas. Tenho uma ecobag do Pão-de-Açúcar que é bonitinha, que sempre carrego dentro minha bolsa. Sempre que as compras são com poucos volumes, levo tudo dentro dela. Cem anos para uma sacola se decompor? Tô fora, não quero esse peso nas minhas costas.

*Reciclamos o lixo lá de casa. Toda caixa de leite, de suco, garrafas pet, caixas de ovos, jornais, etc, etc (e a lista é grande), tem destino certo. Lavo, deixo secar, coloco na lixeira especial de recicláveis, da Caixasnet, meus vizinhos! - eles têm todo tipo de caixas de papelão reciclável, a preços muito legais. A minha é uma média com 4 divisões internas para os 4 tipos de material, bem prática. A parte de separar fica por conta do Lucas, que aaaaaama fazer, se sente o máximo sendo um serzinho do bem. Daí, toda semana o pessoal da ONG Doe Seu Lixo passa no prédio e pega tudo dos moradores que participam. Tem também um site bacaninha, o Planeta Melhor, que dá todo o passo-a-passo sobre reciclagem, com dicas, endereços de coleta, enfim, tudo o que se precia saber para ser um bom ser humano.


Vocês vêem, é uma listinha mixuruca, mas é a nossa parte lá em casa. Tem muita gente que nem isso faz, e nem é por mal, é por não se tocar mesmo. O bacana é que sei que meu filho provavelmente vai ser um adulto consciente e justo nessa questão.

Deusas Dançarinas

Por falar em coisas diferentes, descobri o site daquela deusa Gaia fofa que Lucas pintou posts atrás, Dancing Goddess Dolls. Esse site me tirou do sério, tão lindos são os produtos. É toda uma linha de bonequinhas deusas, que nos remtem à infância (sempre adorei bonecas de pano). Fiquei impressionada com a vasta coleção de deusas celtas, egípcias, etc, cada uma com um poema a respeito, e ainda tem deuses, mantos e painéis para o altar, bandeiras, bolsinhas, travesseiros/almofadas, paninhos de ombro (quem é mãe de nenéns babões sabe pra que servem!), tudo o que se pode imaginar em acessórios para pagãos em tecido e patchwork. Simplesmente maravilhoso. Fiquei encantada, é tudo tão delicados e bonito que enche os olhos da alma:













E a dona do site, Kelli Lincoln, com quem já falei por email algumas vezes, é um doce de pessoa, ótima artista com um dom maravilhoso, e com uma linda história de vida. Nunca vi nada igual por aqui. Eu quero!!!! :)